sexta-feira, 12 de abril de 2013

Política

Política de Vermelho Novo: "nova eleição ainda sem data definida"
"Um mês de instabilidade política na cidade"
Após 16 anos de administração, o município pequeno com apenas 4.700
habitantes, vivencia uma instabilidade política que pode trazer
consigo grandes prejuízos para a população 
             REDAÇÃO - A falta de informação perpetua o clima de instabilidade política em Vermelho Novo. Apesar de completar um mês em que o TRE cassou o diploma de eleito do prefeito e vice, que foram eleitos no ano passado o clima de incerteza paira sobre os moradores da região. O fato acarretou comentários por parte da população acerca da situação política da cidade e, muitas coisas ainda não vieram a tona, e se virá só Deus sabe.
        De concreto até o momento é que o município tem um prefeito cassado, um provisório e uma provável eleição extemporânea para ser realizada ainda neste ano. Segundo informações coletada pela reportagem, a Justiça Eleitoral teria 90 dias após a posse do prefeito interino, para marcar a data, mas como passou apenas 20 dias, isso ainda não aconteceu. Marcado o dia do novo pleito a Justiça assegura três meses para o período eleitoral. José Romilson, presidente da Câmara, hoje é o prefeito de Vermelho Novo.
      Os eleitores de quatro cidades mineiras em que ocorreram eleição extemporânea neste último domingo (7) já conhecem seus novos prefeito e vice-prefeito que comandarão os respectivos Executivos municipais até dezembro de 2016.   A eleição extemporânea foi realizada em Diamantina (Vale do Jequitinhonha), São João do Paraíso (Norte de Minas), Cachoeira Dourada (Triângulo Mineiro) e Biquinhas (Região Central) e, ocorreu devido a confirmação pela Justiça Eleitoral da cassação dos prefeitos eleitos no pleito de 2012, os juízes eleitorais locais têm até o dia 26 de abril para diplomarem os eleitos.
         ENTENDA MELHOR
       A eleição de 2012 foi a primeira com plena aplicação da lei da ficha limpa. Aprovada em 2010, a norma endureceu as regras para que um político possa se candidatar. Em outubro do ano passado no dia da eleição (07 de outubros) a Presidente do STE Minístra Cármem Lúcia, durante seu pronunciamento, garantiu que a lei seria aplicada de maneira absoluta e, que os eleitores que votaram em candidatos que tinham processo em andamento sabiam que poderiam ter seu voto anulado e, que por outro lado o candidato que sabia de seus processos e mesmo assim decidiu concorrer poderia ser eleito e não assumi o cargo.
        Nas cidades onde ocorreram votação no último domingo, as eleições foram anuladas porque os candidatos que concorreram com registros de candidatura indeferidos obtiveram mais de 50% dos votos válidos. Assim, os votos recebidos por eles foram anulados pela Justiça Eleitoral.
      Além disso, alguns candidatos eleitos eram parentes de políticos cassados e não respeitaram  a Constituição Federal que proíbe que cônjuges ou parentes consanguíneos ou afins, até o segundo grau ou por adoção, de chefes do Executivo, disputem eleições majoritárias (prefeito, governador e presidente) e proporcionais (Legislativo) no pleito subsequente ao mandato do governante.

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