quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Cidade


Vermelho Novo completa seu 17º aniversário de emancipação. 
"****************** Parabens!!!"
A cidade é a mais nova da região e seu crescimento se compara com alguns municípios maiores
   No último dia 21 de dezembro o município de Vermelho Novo completou dessesete anos de emancipação político administrativo. A data marca o desligamento oficial do então distrito do município de Raul Soares, momento de luta de muitas pessoas que dedicaram suas vidas em prol da realização deste antingo sonho. Ao comemorar seus 17 anos Vermelho Novo deixa a adolescência e entra da vida adulta, mas ainda continua sendo novo, não somente no nome, mas na força de uma população que quer sempre o progresso.
  A LUTA PARA INDEPENDENCIA

A estátua de Pe. Manoel simboliza oseu importante papel





    O sonho de independência do então distrito de Vermelho Novo iniciou bem cedo, ainda com o saudoso padre Manoel Moreira de Abreu, filho da terra estudou e ordenou-se sacerdote no seminário na cidade de Mariana, em meados do século passado. Depois de padre por intermédio de seu pai Coronel Tóte, influente fazendeiro na região, junto à diocese de Mariana foi autorizado sua permanecia em sua terra natal. 
     Padre Manoel lutara incansavelmente para a emancipação política, sendo assim o primeiro passo para o progresso. Até o hino do então distrito – hoje município – foi criado para realmente marcar esse ideal, e reflete em trechos a visão de um futuro promissor, “A paz e o progresso queremos nós é o nosso lema que escolhemos”. O sonho não foi alcançado pelo padre, mas anos depois, um grupo de pessoas reavivou o desejo de liberdade. 
A economia do município depende da produção cafeeira
       No ano de 1993, devido à lei que permitia a criação de novos municípios, uma comissão emancipacionista, encabeçada pelo padre Silas de Barros, pároco da cidade na época, formou-se um multidão de pessoas envolvidas no trabalho, e processos começaram a ser encaminhados a assembléia e ao governo de minas em Belo Horizonte. Jorge Pires, coordenador paroquial na época, foi escolhido presidente da comissão, tendo como vice Geraldo do Jonas, escolheu-se também os secretários, tesoureiros e fiscais. 
     “O sonho reavivou durante um encontro com o Dom Helio lá em Vermelho Velho, ele perguntou o por quê que Vermelho Novo também não lutava para emancipar foi ai que iniciamos com muito entusiasmo o processo para emancipação”, contou o senhor Jorge, felicitando ainda por ter feito parte de um momento tão importante para historia do município.
      Depois de formada a comissão começou então a corrida, dezenas de pessoas da comunidade ajudaram nas construções de casas no perímetro urbano para atingir o número exigido na época, alem disso pesava ainda o fator econômico. “O que salvou o processo na questão financeira foi a empresa de extração de caolim, que operava no distrito e gerava renda e mais de 100 empregos para a comunidade”, enfatizou Dona Áurea, que foi secretária da comissão, destacando ainda que o fator agrícola, principalmente a produção cafeeira, contribuiu também de maneira satisfatória no processo. Muitas outras dificuldades foram enfrentadas, viagens a capital mineira, concorrência de pessoas contrarias ao desmembramento.

     SORTE OU DESTINO
A população Vermelhense é tipicamente religiosa
     No mesmo período estava acontecendo em todo país, uma corrida emancipacionista. Só no estado de Minas Gerais quase cem distritos, tinham processos protocolados. 
    O grande número de futuros municípios assustou o então governador do estado Eduardo Azeredo, que iria vetar a lei. Quando todos achavam que não tinha mais recurso, o então governador e o vice, deixam temporariamente o palácio da liberdade, devido à uma viagem para Europa. Assume, então, o governo mineiro o presidente da Assembléia Legislativa Agostinho Patrús. O parlamentar que apoiava as emancipações, assinando a lei de nº 12.030 no dia 21 de dezembro de 1995 – quinta feira –, autorizando assim a criação de dezenas de novos municípios, dentre eles o de Vermelho Novo.
       A HISTORIA
O rio Vermelho corta a cidade vermelhense
O nome Vermelho Novo tem duas versões todas derivadas das águas do rio que corta a cidade. Devido à coloração avermelhada da água o ribeirão recebeu o nome de “vermelho”. Algumas pessoas afirmam que essa coloração era provocada pela terra vermelha muito presente na bacia, outros dizem ser a decomposição das folhagens que caiam em seu leito. Por já existir um arraial as margens do mesmo rio, denominado de Arraial Vermelho - hoje distrito  raul-soarense de Vermelho Velho – com o surgimento de um novo vilarejo a doze quilômetro às margens do mesmo rio, chamaram então de arraial do Vermelho Novo. Depois de alguns anos o vilarejo elevou-se a distrito, já pertenceu ao município de Matipó, Caratinga e no inicio do século passado, por volta do ano de 1924, com a emancipação de Raul Soares integrou-se a ele, sendo que dele fez parte até o dia 21 de dezembro do ano de 1995.

"Vermelho Novo das terras vermelhas, dos ideais de progresso, que ultrapassaram os limites das serras e para muitos que são centenários nós só temos dessesete anos. Parabéns a todos que ajudaram a fazer uma historia diferente e aqueles que continuaram a construir nossa a história, para que não se perca no egoísmo, mas encontre o caminho para o avanço econômico sem se esquecer do todo, pois assim viemos e assim lutaram...". 


Texto e Fotos:Francisco Pinto 




A maior parte da população sobrevive da agricultura, mesmo quem reside na acidade busca no campo a sobrevivência

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